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SCTI fortalece ecossistema de inovação e evidencia protagonismo feminino na ciência ambiental

12/03/2026
Foto ilustrativa

Iniciativas apoiadas pelo Sistema Paulista de Ambientes de Inovação impulsionam startups que têm à frente dos projetos lideranças femininas. Créditos: Arquivo pessoal

As ações e programas da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SCTI) têm sido determinantes para fortalecer um ecossistema de inovação mais integrado, regionalizado e com impacto positivo para a sociedade. Por meio do Sistema Paulista de Ambientes de Inovação (Spai), a Secretaria credencia e apoia parques tecnológicos, incubadoras, centros de inovação e outros ambientes que conectam pesquisa científica, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável em diferentes regiões do Estado.

 É nesse cenário que se destaca a trajetória da pesquisadora Andressa Rubim Lopes, integrante da startup de base científica sediada em Registro (SP), a EcoX Tech, que atua na área de monitoramento ambiental, oferecendo serviços para pesquisadores e empresas que necessitam avaliar a toxicidade de substâncias ou efluentes lançados no meio ambiente. A empresa realiza ensaios ecotoxicológicos com organismos aquáticos, avaliando os efeitos desses compostos sobre sistemas biológicos.

 Além da elaboração de relatórios técnicos voltados ao atendimento das exigências legais e à regularização junto a órgãos ambientais, como o CONAMA, a EcoX Tech também busca agregar valor às empresas por meio de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), oferecendo selos de qualidade que reforçam o compromisso com inovação, sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

 A startup é incubada no Aquário de Ideias, uma Incubadora de Base Científica e Tecnológica credenciada junto ao SPAI, que oferece mentorias especializadas, capacitações e acompanhamento estratégico. Esse suporte tem sido fundamental para a estruturação do modelo de negócio da EcoX Tech, auxiliando na definição de mercado, validação das soluções, organização de processos internos e compreensão das demandas regulatórias do setor ambiental.

 Segundo Andressa, a inserção em um ambiente de inovação fortalece tanto o desenvolvimento do negócio quanto a formação empreendedora dos pesquisadores. “A incubadora nos ajuda a enxergar a pesquisa como um serviço estruturado, com potencial de crescimento e impacto. A troca com outros empreendedores amplia nossa visão e cria oportunidades de parcerias”, destaca.

 A aproximação de Andressa com o ecossistema de inovação paulista ocorreu a partir de seu pós-doutorado na UNESP, vinculado a um programa estratégico e interdisciplinar no âmbito de um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). No Laboratório de Ecotoxicologia da UNESP – campus Registro, coordenado pela Profa. Dra. Ana Leticia Madeira Sanches, Andressa passou a atuar de forma ainda mais integrada à inovação, colaborando com projetos multidisciplinares voltados à aplicação do conhecimento científico.

“Nosso trabalho busca transformar a ciência em uma ferramenta prática para apoiar decisões ambientais mais seguras e responsáveis. A EcoX Tech nasce da pesquisa acadêmica, mas com foco claro em gerar impacto real para a sociedade e para a conservação ambiental”, afirma Andressa.

Para a Secretária Executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Stephanie Costa, trajetórias como a de Andressa evidenciam a relevância das políticas públicas de apoio à inovação e ao empreendedorismo científico. “A Secretaria tem trabalhado para fortalecer ambientes de inovação em todas as regiões, promovendo a interiorização da ciência e da tecnologia. Iniciativas como a EcoX Tech mostram como o conhecimento científico pode se transformar em soluções concretas para a população de todo o Estado, promovendo desenvolvimento sustentável e levando o progresso científico por todo o território paulista”, ressalta.

 

Trajetória e carreira

Natural de Alegrete (RS), Andressa iniciou sua trajetória acadêmica aos 17 anos, ao ingressar no curso de Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), onde também concluiu o mestrado. Posteriormente, realizou o doutorado em Ciências Biológicas na Universidade Federal do Rio Grande (FURG), período em que atuou em consultorias ambientais e participou de um intercâmbio internacional em Portugal, ampliando sua formação científica e sua experiência em pesquisa aplicada.

Especialista em ecotoxicologia, Andressa construiu sua carreira voltada ao monitoramento ambiental, com foco na avaliação dos efeitos de contaminantes químicos presentes em baixas concentrações no ambiente, mas capazes de gerar impactos significativos à biodiversidade e aos ecossistemas ao longo do tempo. “A ecotoxicologia permite compreender riscos ambientais muitas vezes invisíveis, mas que afetam diretamente a qualidade da água, do solo e a saúde dos organismos”, explica Andressa.

Além da atuação em pesquisa, a cientista também acumulou experiência na formação de recursos humanos, tendo sido professora no Instituto Federal Farroupilha (RS), onde lecionou em cursos técnicos e de graduação e orientou estudantes em projetos de iniciação científica e pesquisas aplicadas. Essa vivência reforçou sua compreensão sobre o papel social da ciência e a importância de aproximar conhecimento científico, educação e soluções práticas.

Como mulher atuando nos campos da ciência, tecnologia e empreendedorismo, Andressa reconhece os desafios históricos relacionados ao reconhecimento profissional e à ocupação de espaços de liderança. Ainda assim, acredita que a presença feminina contribui para modelos de gestão mais colaborativos, decisões mais sustentáveis e soluções mais conectadas às necessidades reais da sociedade. “A diversidade fortalece a inovação e amplia nossa capacidade de lidar com problemas complexos”, afirma.

Para outras mulheres que desejam ingressar ou crescer no ecossistema de inovação paulista, a pesquisadora deixa uma mensagem direta: “Acreditem em si mesmas, reconheçam o próprio valor e sigam com ética, dedicação e consistência. Os desafios fazem parte do caminho, mas enfrentá-los com coragem é o que permite ocupar espaços de forma legítima e transformadora”.

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