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Mulheres são maioria entre os mestres e doutores formados pela Unesp e cada vez mais influentes nas atividades de pesquisa

Outros indicadores positivos envolvem aumento da presença feminina na direção de unidades universitárias e nas coordenações de cursos e de programas de pós; dados refletem políticas de equidade adotadas nos últimos anos

06/03/2026
Foto ilustrativa

Levantamento realizado pelo Escritório de Gestão de Dados (EGD) da Unesp aponta que, atualmente, as mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação da Universidade e também as principais líderes em grupos de pesquisa: 831 dos 1.296 grupos de pesquisa com sede na Unesp registrados junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2025 possuem líderes femininas, ou 64% do total.

Hoje, mulheres ocupam 52,8% das vagas oferecidas nos cursos de graduação da Unesp e 54,7% nos cursos de pós-graduação stricto sensu, sendo maioria também entre os alunos titulados no mestrado e no doutorado, segundo o EGD. O ano de 2026 é o segundo da gestão da reitora Maysa Furlan, a primeira mulher a ocupar o posto nos 50 anos de história da Universidade Estadual Paulista (1976-2026).

Em entrevista ao Jornal da Unesp, embora reconheça muitos desafios a serem superados, conforme mostrou recentemente o Index da Igualdade de Gênero nas Universidades Públicas do Estado de São Paulo, a reitora reconheceu que a Universidade está navegando em um ambiente mais propício para que todas possam contribuir com pesquisas, com a adoção de políticas institucionais em prol da equidade de gênero.

“Se as mulheres querem uma ascensão ao cargo de professora associada e depois de professora titular, que possam planejar isso e encontrar aqui na Unesp um espaço acolhedor”, afirma a reitora Maysa Furlan. “Estamos em um novo tempo, preparando a Universidade e os caminhos para que todas as pessoas, especialmente as mulheres, possam encontrar um ambiente forte e consolidado em questão de oportunidades”, diz.

Nos últimos anos, a Unesp apresentou crescimento na distribuição de mulheres ocupando a diretoria de unidades universitárias e ascendendo ao posto de docentes titulares. As mulheres se destacam como coordenadoras dos cursos de graduação (50,8%) e também atingem um patamar importante nas coordenações dos cursos de pós-graduação (45,4%).

“A Academia Brasileira de Ciências demorou mais de 100 anos para eleger como presidente uma mulher, a professora Helena Nader. A Fapesp existe há mais de 60 anos e nunca teve mulher no cargo de direção. Fiquei feliz por a Unesp ter completado seus 50 anos com uma mulher na Reitoria”, diz a professora Patrícia Morellato, pesquisadora líder do CBioClima, o primeiro Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp com sede na Unesp.

O CBioClima liderado por Patrícia Morellato, ligado ao Instituto de Biociências do câmpus de Rio Claro da Unesp, tem como foco estudos em biodiversidade tropical e mudanças climáticas. Lá, a força de trabalho conta com 56,3% de mulheres bolsistas e estagiárias. “O CBioClima abriga uma proporção de pesquisadores associados e bolsistas mulheres maior do que a de homens. Isso não foi forçado, mas é algo estimulado”, diz a cientista.

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